Frio acolhedor pede meu descanso
Na cidade vestida de emoções fragilizadas
A chuva, sutil, cai por todo o canto
Nas cinzas ruas, no banco da praça
Tomo café de sabor preguiçoso
Tinta no papel e tudo basta
Meu sentido aspira o ar gelado impetuoso
Escuto o segundo de silêncio que passa
Concreto insensível, insensato, discreto
Aberto às dores que escorrem em suas esquinas
Às alegrias escondidas, às almas perdidas
aos sorrisos, à malícia de um amor secreto
Seu caos me transforma, corpo adentro
E me vejo imerso em sua cadência
Sentindo sua força, seu pulsar ligeiro
Me inundando de cores em sua vivência

"Concreto insensível, insensato, discreto
ResponderExcluirAberto às dores que escorrem em suas esquinas
Às alegrias escondidas, às almas perdidas
aos sorrisos, à malícia de um amor secreto"
...bendita "Chuva no concreto". Estou apaixonado por esse poema. Rimas de vogais, uma estrutura bacana e uma musicalidade bem agradável de se ler. Algumas palavras até pingam pelos versos como se fizessem parte da chuva.
Brilhante!
Mágico.. pude vizualizar aquele micro-segundo em que se explode um insight e a percepção vo0Oa cheia de cores, e como isso desencadeia a própria "..vivência.".
ResponderExcluirPercebi a descrição de algo bem pessoal por mais redundante que isso pareça.
Muito bom Marcela!
realmente.. delicioso de se ler.. descrições intensamente poéticas.. gostoso de ler.. sensível..
ResponderExcluirbjs!
Forte, denso em emoções,ao mesmo tempo leve e transparente... Prêmio merecido! Parabéns.
ResponderExcluirE olha que vc, como uma borboleta... nos mostra o invisível aos olhos.
ResponderExcluirNão conhecia seu blog. Cai na rede e agora... Parabéns pelo poema. É lindo!
ResponderExcluirMarcela, Gostei muito das tuas linhas que te permitiram o merecido prêmio. Também adorei encontrar pessoas diferentes, divertidas e com algo a dizer ao mundo.... e a si mesmo. Feliz 2010 e vamos manter contato. Ney Bello
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