quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Estrangeira

By Andrea Mori
Seu caos me transforma corpo adentro;


ouço os gritos do meu silêncio,


reinvento todos os caminhos


e sigo, inesgotavelmente,


lua que acolhe todos os ventos.


Inunda-me incandescente,


sou estrangeira em meu próprio mar


— à beira dos sentidos, de um só sentido.






Um comentário:

  1. Às vezes sinto-me um estranho dentro de mim. O abstrato quer a salvação mas o concreto quer o profano. É terrível esse sentimento. lindo poema Marcela.
    Beijos!

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